19 de fevereiro de 2016

Challenge Accepted: II

Tive um sonho* noite passada: O mundo tinha caído. Literalmente. Pessoas* correndo para todos os lados, crianças chorando o mais alto que podiam, alguns nem conseguiam entender o que estava acontecendo. Para todo caso. bastava levantar o olhar e perceber o cinza das nuvens cobrindo o céu que uma vez foi azul.
Era necessário apenas ouvir o noticiário na televisão* para temer o pior: o caos.
Chuva de raios, gotas de ácido, tremores no chão, aviões e tanques de segurança máxima adentrando a cidade... Ali começaria então a maior guerra que alguém poderia prever. A sobrevivência.

Acordei. Suspirei aliviada por nada daquilo ser verdade. Preparei uma xícara caprichada de café*, abri as correspondências e peguei o jornal* do vizinho (que nunca o lê, a propósito). Algo me chamou a atenção na coluna detecnologia*, onde algumas falhas de texto eram claramente visíveis. 
"O que aconteceu ? Deve ser só um erro de impressão..."
Saí para uma volta pelo centro da cidade. Todos pareciam muito preocupados e atentos com alguma coisa que os fazia olhar para tudo ao redor. Era uma busca* insaciável por segurança e proteção dos corpos, por qualquer informação*que os pudessem levar tranquilidade.

As luzes* começaram a piscar incessantemente, todos pararam por um segundo com entreolhares e expressões assustadas... Tudo então começava a fazer sentido. As lojas* fechando, as crianças chorando, todos corriam, o desespero tomou conta de tudo, o cinza das nuvens tomou conta do céu limpo de alguns instantes. Começava aí a guerra dos loucos*, a tortura dos fracos, a salvação dos que criam. E num piscar de olhos, tudo acabou.

18 de fevereiro de 2016

Challenge Accepted: I

Olha só para você, chorando todas as lágrimas que nunca teve, implorando de joelhos e recitando meu nome como forma de compensar o tempo que passou e que você simplesmente jogou fora, sem nem entender o que estava fazendo.
Eu não me arrependo*, acho que você simplesmente merece sofrer um pouco, saber da dor que eu senti. Não há porque eu mentir* se foi você quem me deixou esperando... Esperando... Esperando... Espera !!
Lembra daquele dia em que eu te trouxe orquídeas ? Eu pensei em toda aquela cena perfeita pra ver seu sorriso, pra te ver feliz... qual foi mesmo a resposta ? "Não posso aceitar, não quero pensar nisso agora".

Me senti como em um abismo: sozinho*, sem apoio, completamente vulnerável* e sem escolha. 
"Se eu pular, adeus... Se eu ficar, vai doer... Em qual apostar ?" 
Eu então me vi em um jogo: ou eu ganhava de você ou eu ganhava você. Sorte* e amor* não podem e não conseguem se misturar de jeito algum.
As noites seguintes foram escuras, de calor e ansiedade. O medo* me consumia em todos os pesadelos (esses involuntários* ou não), e tudo que eu precisava mais longe do que eu podia imaginar, e a cada dia a distância aumentava.
Infelizmente é assim que os jogos funcionam. Aprendem aqueles que perdem; Consumidos pelo orgulho aqueles que se sentem temidos. Fez todo o sentido* perceber que não era pra ser você: Hoje eu me sinto tão bem, tão vivo, solto... Enquanto você lastima uma amarga ilusão* que se fez azar*, e então eu pergunto: "E agora ?"
Não diga nada, não quero ouvir os fracos* argumentos que você carrega, não quero ignorar* as esperanças que tive em relação a nós dois baseado em frases prontas... Quero que você entenda, de uma vez por todas, que não adianta esconder* a sinceridade* uma vez que não se sabe apostar no jogo das nossas vidas.

Olha só para você, a máscara caiu e o seu caráter* finalmente foi revelado. As orquídeas estão no chão,despedaçadas*, assim como esteve meu coração, assim como estará o seu. 
There is no turning back*, you lose this game forever.

18/02/2016